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quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
DIA DO SERTANEJO
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SERTÃO SERTANEJO, SERTANEJO SERTÃO
SERTANEJO
Cada dia disto mais
De ti planeta Sertão.
Quando a seca apertou
Abandonei o teu chão.
Toda vez que de ti lembro
Me aperta o coração.
SERTÃO
Sertanejo filho amado
Como sinto a tua ausência.
O casebre é outro ente
Se acabando em carência.
Volta filho pro teu lar.
Filho meu tende clemência.
SERTANEJO
Sertão pedaço de mim
Te ouvindo agora até choro.
Este São Paulo, este morro
Onde morro ou mesmo moro
É um lugar tão cruel
Suga os vãos de meus poros.
SERTÃO
Filho eu também não era
Um paraíso, isso sei.
Porém apesar de tudo
Em meu reinado, eras rei.
Tinhas poucas regalias
Mas meu amor sempre dei.
SERTANEJO
Sertão pedaço de mim
Serei sempre agradecido
Pelos momentos melhores
De ti eu ter recebido.
Obrigado Sertão belo
Por em ti eu ter vivido.
SERTÃO
Filho meu o teu casebre
Mais ninguém quis abrigar.
Os torrões caem do corpo
É tão triste o seu penar.
Chora na noite obscura
Querendo te ver voltar.
SERTANEJO
Sertão, pedaço de mim
Que saudade da tapera
Socada no cuvioco
Minha adorável quimera
Fiel a seu companheiro
Nesta infindada espera.
Sertão pedaço de mim
Sinto falta do teu cheiro
Sinto falta de teus matos
De teus riachos brejeiros.
De tuas serras imensas.
De teus frondosos lajeiros.
SERTÃO
Sertanejo filho meu
Lembro de ti todo dia.
Quando levanto cedinho
Cadê tua companhia?
Sigo ao roçado sozinho
Sem encontrar alegria.
Sertanejo filho meu
A vereda do roçado.
Onde ficava o curral
No qual chiqueirava o gado...
Nunca sertanejo meu
Deixarás de ser lembrado.
SERTANEJO
Sertão pedaço de mim
Nunca hei de te esquecer
SERTÃO
Sertanejo filho meu
Assim que quiser me ver
Estou de braços abertos
Pronto pra te receber.
Manoel Messias Belizario Neto
segunda-feira, 2 de maio de 2011
SEGUNDA VERMELHA
SEGUNDA VERMELHA
2011
Campanha 2@Vermelha 2011
02 de maio, segunda-feira!
1 milhão de mulheres celebrando sua menstruação.
Ativismo menstrual em ação!
A campanha tem como mote a valorização da menstruação em vários aspectos, para incentivar as mulheres a cuidar de sua saúde íntima e reprodutiva, dando-lhe maior visibilidade no cinema, nos meios impressos, na arte, em outras mídias e redes sociais. A iniciativa no Brasil é do Coletivo de Mulheres Clã Ciclos Sagrados. Este ano a novidade é a transmissão simultânea da mesa-redonda em torno do tema que acontecerá em São Paulo.
Está chegando a hora de mais uma Edição da Campanha 2@Vermelha.
Todos os anos, desde o início da campanha no Brasil em 2008, sempre criamos formas de incentivar as pessoas, homens e mulheres, principalmente as mulheres, a gerarem ações para chamar a atenção para o slogan da Campanha: 1 milhão de mulheres celebrando sua menstruação!
Este ano, como curiosas que somos, resolvemos verificar como anda a cena do ativismo menstrual no Brasil. Se é que ele já existe!
Leia mais aqui: http://www.campanhasegundavermelha.org/2vermelha/?p=25
domingo, 1 de maio de 2011
ORIGEM DO 1º DE MAIO
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| Imagem: http://dialogosocial.files.wordpress.com/2008/04/1-maio-chicago.jpg |
1º DE MAIO
Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de junho de 1889, a segunda Intyernacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte da França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de abil de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.
PRESENTE DE DOMINGO...
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CORDEL DO TRABALHADOR BRASILEIRO
Acorda de madrugada
Faz tão pouco que deitou
Mal dormiu, nem descansou!
A mulher está desmaiada
Nem beijou a filharada
Vai começar mais um dia
Trabalhar sem garantia
Batalhar sem esperança
É assim desde criança
Enfrenta dura porfia.
Pra que serve honestidade
Suor, vergonha na cara?
Se o governo não pára
De premiar a maldade
E tratar com crueldade
Quem vive de trabalhar
Pra família sustentar?
E quando bandido mata
Os seus direitos acata
É preferível roubar!
Foi fruto da ignorância
Não devia ter nascido
Vai morrer sem ter vivido
Analfabeto na infância
Não escapa da ganância
Do bandido de gravata
Que assalta, rouba e mata.
Com a lei sempre ao seu lado
Tem direito, advogado.
Enquanto lixo ele cata!
Se emprego ele consegue
O salário é vergonha
O governo usa a ronha
E sempre o pobre persegue
Por mais que o povo entregue
Renda, imposto, desconto...
Nunca tem dinheiro pronto
Para o mínimo aumentar
A quem pode reclamar?
Só lhe resta marcar ponto
Chega ao trampo cansado
Depois de longa viagem
Com medo da bandidagem
Nem conseguiu vir sentado
Pois o transporte aprovado
Não serve nem pr’animal
Não é transporte, é curral.
Com fome, pois não comeu.
O magro soldo não deu
Às vezes até passa mal
O dia todo malhando
O patrão fica mais rico
Pra ele não sobra um tico
Na sua sorte pensando
Os olhos só marejando
Se ao menos os meninos
Ainda tão pequeninos
Pudessem um dia escapar
Ir pra escola estudar
Dava até pr’agüentar
Mas o diabo da escola
Fica tão longe de casa
A dor no peito arrasa
Só se for pedir esmola
Nem a vitória consola
Do time do coração
O seu querido Mengão
Ou se for Corintiano
Alegria de baiano
Não tira a tristeza não
É preciso dar um jeito
Dar livro para os meninos
Por tênis nos pés tão finos
Pra que eles tenham respeito
Como gente de direito
Arranjar logo uma vaga
Na escola que num paga
E creche para o menor
Só de pensar sente dor
Ó que miséria amarga!
Já chegou o meio dia
Tira a marmita escondido
É só arroz mal cozido
Batata sem melhoria
Pos a pobre da Maria
Não conseguiu melhorar
O dinheiro ia faltar
Pro almoço dos meninos
Aqueles gambitos finos
Que vontade de chorar!
E no rádio ele escuta
A notícia do momento
O grande acontecimento
Banqueiro filho da puta
Com seus colegas desfruta
Mais uma grande isenção
Recebe desta nação
Dos seus assaltos perdão
Por roubar mais de milhão
Não agüenta mais não!
Se não fosse a família
Que tem para sustentar
E os filhos pr’encarar
Procurava a quadrilha
Do crime ia pra trilha
Pois bandido tem direito
É tratado com respeito
Enquanto o trabalhador
Só passa fome e dor
Este país não tem jeito!
JF
Zéferro
15/05/2002
NÃO AO TRABALHO INFANTIL!!!
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